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Carta aberta. Na noite do dia 19 de maio, meu aniversário, eu tive uma das crises mais intensas que eu já passei.. (vomitei várias vezes, não consegui comer nada, não conseguia parar de chorar, não respirava direito, por mais que no momento eu estivesse fazendo exercícios respiratórios, taquicardia, quebrei todas as minhas unhas e estou com as pernas roxas) me tranquei dentro do meu quarto e fingir estar tudo ótimo, tentei me arrumar para disfarçar a situação, afinal, era meu aniversário, meu dia tinha sido muito bom.. meus pais não podiam sonhar com a situação, eles estavam fazendo de tudo para que o meu dia continuasse perfeito em meio a todo o caus que o mundo está.. por mais que eu tivesse tentado, por mais que eu quisesse que tudo ficasse bem, não estava. Menti p mim mesma que estava tudo bem, fiz eles seguirem com a noite como se nada tivesse acontecido, quando fui deitar, a única coisa que vinha na minha cabeça era a morte.
Gente, sou mãe e a única coisa me prendeu foi olhar p lado e ver a minha filha, saber que ela depende totalmente de mim. A minha filha foi a salvação da minha vida, pelo menos naquele dia. Não sei quantas pessoas passam por isso, eu sempre consegui lidar com as crises de ansiedade, de choro, com a minha depressão, tanto que nunca comento sobre, mas desde aquele dia não me sai da cabeça o quão mal isso me faz, camuflar a dor e esperar que ela nunca mais exploda mas saber que logo ela vai explodir novamente. Por isso eu digo, falem. Você importa. Alguém te ama. Sua dor vai vim e você não precisa passar por isso sozinha. Você não precisa lidar com tudo. Não podemos ter o controle de tudo. Converse. Procure ajuda. Não se entregue. Você consegue!
“Algumas pessoas te tocam tão profundamente, de uma forma, que não precisam te tocar pra provar que é real.”
— Dai Ribeiro
Se a minha intensidade ainda for me matar,
eu prefiro ser poesia e ter histórias pra contar.
Manu Gavassi.





